Desde o final do século XVIII, com as transformações dos meios de produção e das relações laborais, a cidade tornou-se o palco onde se inscrevem as contradições entre desenvolvimento económico, desigualdade social e degradação ambiental. À medida que se formavam as paisagens industriais — com o seu cortejo de fumo, ruído e promiscuidade —, emergia também uma consciência política e sanitária do espaço urbano: a cidade do higienismo, das infraestruturas, do direito à saúde e à habitação condigna. A ‘habitação para todos’ que então se consolida, sob diferentes regimes e ideologias, manter-se-á como programa arquitetónico estruturante, mas também como arma social e política, conscientemente utilizada como instrumento de domínio sobre a população a diversos níveis.
É nesta longa duração ancorada na questão da habitação tomada no seu amplo sentido — entre a industrialização e a crise ecológica contemporânea — que a unidade curricular Teoria 2 situa o seu olhar propondo um entendimento aberto e operativo dos fenómenos e da história da arquitetura, entendida como arquivo de conflitos e alternativas. A proposta de leitura parte do princípio de que a teoria não é um código de normas para o projeto, mas um modo de crítica histórica que revela as condições de produção — materiais, culturais e ideológicas — que sustentam a forma arquitetónica.
Através de quatro perspetivas precisas extraídas das experiências acumuladas em dois séculos de luta pelo direito à habitação, procura-se tecer uma base epistemológica alargada, capaz de sustentar a compreensão dos processos atuais de conceção e produção do espaço. Assim, revisitam-se episódios e figuras que revelam as tensões entre corpo, ambiente e técnica: do higienismo e das cités ouvrières à casa científica e às políticas públicas de saúde; da climatização artificial moderna ao regresso contemporâneo da sensibilidade ecológica e à redescoberta do ar como matéria de projeto. Ao olhar a história através das lentes da ecologia, da energia e da cultura técnica, procura-se revelar genealogias esquecidas e reabrir possibilidades de debate disciplinar contemporâneo.
É nesta longa duração ancorada na questão da habitação tomada no seu amplo sentido — entre a industrialização e a crise ecológica contemporânea — que a unidade curricular Teoria 2 situa o seu olhar propondo um entendimento aberto e operativo dos fenómenos e da história da arquitetura, entendida como arquivo de conflitos e alternativas. A proposta de leitura parte do princípio de que a teoria não é um código de normas para o projeto, mas um modo de crítica histórica que revela as condições de produção — materiais, culturais e ideológicas — que sustentam a forma arquitetónica.
Através de quatro perspetivas precisas extraídas das experiências acumuladas em dois séculos de luta pelo direito à habitação, procura-se tecer uma base epistemológica alargada, capaz de sustentar a compreensão dos processos atuais de conceção e produção do espaço. Assim, revisitam-se episódios e figuras que revelam as tensões entre corpo, ambiente e técnica: do higienismo e das cités ouvrières à casa científica e às políticas públicas de saúde; da climatização artificial moderna ao regresso contemporâneo da sensibilidade ecológica e à redescoberta do ar como matéria de projeto. Ao olhar a história através das lentes da ecologia, da energia e da cultura técnica, procura-se revelar genealogias esquecidas e reabrir possibilidades de debate disciplinar contemporâneo.
- Professor: Eliseu Manuel Vieira Gonçalves
Período: 2ºSemestre
Unidade Orgânica: FAUP
Ano Letivo: 2025/2026
Código: 2T2-PDA2020
- Professor: Teresa Sofia Barbot Faria Cunha Ferreira
- Professor: Luís Filipe Dordio Martinho de Almeida Urbano
Período: 2ºSemestre
Unidade Orgânica: FAUP
Ano Letivo: 2025/2026
Código: MI2-PDA2020